29 de set de 2007

FAZER NAS COXAS


Apesar de ter uma certa conotação sexual (até pouco tempo, eu também pensava assim), a verdadeira origem dessa palavra vem da época da escravidão. Os escravos, nas olarias, usavam as prórpias coxas para moldar o barro par a fabricação de telhas. Como obviamente as medidas eram diferentes, as telhas saiam também em formatos desiguais.
Dessa forma, o telhado, "feito nas coxas", acabava torto.

Texto:
Helio Rubiales

A VIDA

A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa,
A vida é sonho tão leve.
Que se defaz como a neve,
E como o fumo se esvai;
A vida dura um momento,
Mias leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!
A vida é flor na corrente,
A vida é sôpro suave.
A vida é estrêla cadente,
Voa mais leve que a ave;
Nuvem, que o vento nos ares,
Onda, que o vento nos mares,
Uma após outra, lançou,
A vida - pena caída
Da asa de ave ferida-
De vale em vale impelida,
A vida o vento a levou.

João de Deus Ramos (1830-1895)

escrito: HRubiales

O CONSOLO DE SÓLON

Querendo Solón, filósofo ateniense, consolar a um amigo seu, oprimido de veemente tristeza, o levou a uma tôrre eminente donde se descortinava tôda a cidade, e lhe disse:

"Considerai, amigo, quantos prantos, lutos, aflições, desgraças e trabalhos estiveram já e atualmente estão debaixo destes telhados, e estarão sucessivamente pelos tempos vindouros, sem haver dia vago em que a morte ou infortúnio, não andem visitando já esta, já aquela casa. Pelo que, não sendo só vós quem padece, acomodaivos à condição dos outros mortais".

Texto escrito:
Helio Rubiales

REFLEXÕES SOBRE A MORTE - IV

Como é feliz e prudente aquele
que precisa ser em vida como
deseja que o ache a morte.

Em perfeito desprezo do mundo,
o ardente da virtude, o amor à disciplina,
o respeito à penitência e a obbdiência,
o sentimento ao próximo, a renúncia de si mesmo
e a paciência em sofrer qualquer adversidade da vida.

Tempo virá que desejaras,
um dia, uma hora sequer, para a tua emenda e
arrependimento, e não sei se a alcançaras.
Você tem o livre arbítrio.


Texto escrito:
Helio Rubiales

25 de set de 2007

ALGUMAS ANOREXIAS HISTÓRICAS

No século VIII, a santa portuguesa Vilgefortis parou de comer porque não queria casar. (Era comum as meninas ficarem sem comer para evitar casamentos arranjados). Conforme a doença foi ficando mais grave, as unhas quebraram, o cabelo caiu e uma penugem foi crescendo no rosto e no corpo da menina, tanto que ela ficou conhecida como a "santa barbada". Morreu crucificada pelo pai e, embora nunca tenha sido canonizada é invocada para desfazer casamentos indesejáveis.
No século XIV, Santa Catarina de Sena, aos 7 anos, na Itália, resolveu dedicar a existência a virgindade e o apetite à Virgem Maria. E parou de comer.
texto:
HRubiales

24 de set de 2007

ABANDONO

ABANDONO
desanimado, entrego-me sem sorte,
Só com uma leve esperança da vida.
Da-me força de seguir o rumo
Para encontrar a sorte.

O êfemero prazer,
Floresce e morre
Destroi cada ilusão que nasce;
Só pensamentos idos e vividos
Tormentos do passado.

Te vi partir
Te vi chorar
Me deixei abandonar
Por isso terei de sofrer
Calado e sozinho
como o cantar de um passarinho,
Que depois de ter ido ao leo
Perdeu o seu ninho.

Autor: Helio Rubiales




REFLEXÕES SOBRE A MORTE - III




REFLEXÕES SOBRE A MORTE -III

Pela manhã, pensa que não chegarás à noite
e à noite não te prometas o dia seguinte.

Por isso, por mais duro que seja,
esteja sempre preparado e viva de tal modo
que não te encontre a morte desprevenido.

Quando vier aquela hora derradeira,
começarás a julgar de modo diferente
toda a sua vida passada
e sentiras muito por ter sido tão negligente e remisso.

Se você não se cuidar no presente,
quem te cuidará no futuro?
Melhor é providenciar agora e fazer algo de bem,
do que esperar pelo socorro dos outros.

É muito fácil praticar o bem enquanto estás são;
mas quando enfermo e abatido,
não sei o que poderás fazer.
Cuida-te...


Frei Tomás de Kempis (1380-14710
adaptação:Helio rubiales

20 de set de 2007

REFLEXÕES SOBRE A MORTE - II


REFLEXÕES SOBRE A MORTE - II

Que proveito teremos vivermos por muito tempo,
quando tão pouco nos emendamos?
Você já pensou nisso?
Nem sempre nos emendamos com a longa vida,
senão que aumenta, muitas vezes, a culpa.
Que bom seria, um dia sequer,
vivermos bem e sem culpa.
Muitos contam os anos decorridos desde a sua emenda;
porém, talvez é pouco o fruto da emenda.
Se há tanto em temer a morte,
talvez seja ainda mais perigoso viver muito.
Como é bem-aventurado aquele que medita
sempre sobre a hora da morte e
para ela se dispõe cada dia.
Escrito por:Helio Rubiales


TEUS SEGREDOS



TEUS SEGREDOS
Aprendi a conhecer os teus segredos
Desde que a soube amar
Alma gemea da minha,
Ingenua, pura e bela.
Mostrou-me o bem
Que bem pouco dura
Restou o mal
Que para sempre perdura.
Que posso desdenhar de ti
Envolvido nesta paixão
Que me emche de prazer
E ao msmo tempo de dor.


Senti-me um adolescente
Acostumei-me com os teus segredos
Que da tua alma me deste
Que posso mais desdenhar de ti
A não ser partir
Com a morte que há de porvir.
Autor:Helio Rubiales












REFLEXÕES SOBRE A MORTE - I


REFLEXÕES SOBRE A MORTE - I
Muito depressa chegará teu fim neste mundo;
vê, portanto como te preparas.
Hoje poderá estar vivo o homem e amanhã já não existe.
Ó cegueira e dureza do ser humano, que só cuida do presente,
sem olhar para o futiro!
Desse modo te deves prender em todas as tuas obras e pensamentos,
como se fosse já a hora da morte.
Sem dúvidas, se tivesses boa consequência não temerias tanto a morte.
Não seria melhor evitar o pecado que fugir da morte?
Se não estás preparada hoje,
como estarás amanhã.
Pense, reflita, você ainda tem muito tempo.
O dia de amanhã é incerto, pois a morte é uma consequência lógica da vida.
Texto:Helio Rubiales


VAIDADES



¨Vaidade das vaidades, tudo é vaidade" (Ecl.1,2)
A suprema sabedoria consiste em entender a Deus pelo desprezo do mundo.
Vaidade é, pois, amontoar riquezas perecíveis e nelas pôr a sua confiança.
Vaidade, é também ambicionar honras e dsejar posição de destaque:
Vaidade, seguir os apetites da carne e desejar aquilo pelo que, depois, serão severamente castigado.
Vaidade, desejar longa vida e não cuidar que seja boa.
Vaidade, preocupar-se só com a vida presente e não prever o que há de vir depois.
Vaidade é amar o que tão depressa passa e não demandar pressuroso a felicidae que sempre dura.

Texto adptado: Helio Rubiales

16 de set de 2007

VIDA

Vida,
Sonho feito de incerteza,
Que dura apenas um momento.
Tão leve como um pensamento
Num sonho efêmero.
Vejo,
Através do tempo pasado,
Em cada coisa um defeito,
Em cada ato desfeito,
Para os meus olhos
Pródigo de impureza e imperfeição
Sofro,
Sem protesto e sem rancor,
Passo as noites insone
Pensando no tempo perdido
Que passado, jamais voltará.
Helio Rubiales

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