9 de dez. de 2009

UM OSSO FURADO: Seria a prova do suicídio de Hitler?


O que resta do führer: buraco na têmpora por onde teria saído a bala do tiro do suicídio


Pedaço do suposto crânio de Hitler foi exibido no ano 2ooo em Moscou
Uma relíquia macabra é a principal atração da mostra A Agonia do Terceiro Reich – Retribuição, inaugurada na semana passada em Moscou para comemorar os 55 anos do fim da II Guerra. O objeto é um fragmento de crânio de 10 centímetros, com uma perfuração de bala na altura da têmpora. De acordo com os organizadores da exposição, o pedaço de osso pertence a Adolf Hitler. O führer passou os últimos dias de sua vida escondido num bunker em Berlim, em companhia da amante, Eva Braun. Até que, em 30 de abril de 1945, teria apertado o gatilho de um revólver contra a cabeça para não ver a derrocada do Exército alemão. O destino dos restos mortais de Hitler permaneceu desconhecido até 1993, quando o governo russo anunciou que estava em poder do espólio. Esse material está sendo exibido ao público pela primeira vez agora em Moscou, ao lado de uma série de objetos que pertenceram a outros líderes do comando nazista.

O crânio percorreu um caminho tortuoso até chegar à mostra. Ao encontrar o corpo do Führer, alguns de seus auxiliares resolveram atear fogo ao cadáver antes de enterrá-lo. Os soldados soviéticos que invadiram o bunker encontraram a sepultura e retiraram de lá a ossada. Entre 1945 e 1946, esse material foi enterrado e exumado três vezes. Até que, em 1970, o governo russo resolveu destruir tudo, para evitar que ele caísse nas mãos de fanáticos neonazistas. Uma das peças que escaparam foi a do crânio perfurado. Sua autenticidade é questionada, pois nunca foi submetida a exames de DNA. Muitos historiadores defendem que Hitler não teria morrido com um tiro – e sim envenenado. As autoridades russas alegam possuir outra prova importante do suicídio a bala, a arcada dentária do ditador. Ao lado do crânio, ela formaria um conjunto inquestionável. A peça continua trancafiada em arquivos secretos. "A mandíbula de Hitler é fundamental e deve ser preservada", justifica Yakov Pogony, chefe dos arquivos do Serviço Federal de Segurança da Rússia, o nome atual da antiga KGB.

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