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29 de out. de 2012

'Yoko Ono não foi responsável pela separação dos Beatles', diz Paul McCartney

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O cantor Paul McCartney considera que Yoko Ono não foi responsável pela separação dos Beatles, segundo reconhece em entrevista a uma rede de televisão que foi antecipada, neste domingo, pelo jornal britânico The Observer. "A Yoko Ono, certamente, não foi responsável pelo fim do grupo. Não acho que podemos culpá-la de nada", afirma o cantor, de 70 anos, que assegura que John Lennon iria deixar a banda de qualquer jeito. Em entrevista de uma hora realizada pelo veterano jornalista David Frost para o canal Al Jazeera, que deve ir ao ar em novembro, Paul McCartney assegura que Lennon nunca teria escrito Imagine se não fosse pela influência de Yoko Ono. "Quando Yoko apareceu, parte de seu atrativo foi seu lado mais vanguardista, sua visão das coisas. Ela mostrou a John uma forma diferente de ser, que ele achava muito atrativa. Por isso, era o momento de John seguir sua vida", assinala o cantor. Durante a entrevista, McCartney fala também da morte de sua mãe quando tinha apenas 14 anos e da morte de sua primeira mulher, Linda, além de sua experiência como pai e avô, o que qualificou como a parte mais "legal". O quarteto de Liverpool, considerado uma das melhores bandas da história e que gravou o primeiro single há 50 anos, se separou em 1970 e seus integrantes seguiram carreiras solo bem-sucedidas.

19 de dez. de 2010

Paul McCartney diz que show de São Paulo foi um dos mais incríveis de sua carreira

R1O Globo

Paul McCartney no palco do show em São Paulo / Eliária Andrade
RIO - O ex-Beatle Paul McCartney concedeu uma entrevista para o seu site oficial, no sábado, onde comenta a turnê realizada em 2010. Quando perguntado se poderia escolher a melhor apresentação do ano, o cantor respondeu que o primeiro show realizado em São Paulo, no dia 21 de outubro, foi um dos melhores de sua carreira.
"O público brasileiro é incrível, pois, eles amam a música e nós amamos tocar para eles. Este foi um dos shows sensacionais, a plateia estava animada e nós tivemos uma noite maravilhosa", disse Paul.
A apresentação na Casa Branca, quando ganhou o Prêmio Gershwin de Música Popular da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, também não foi esquecida. Para ele, as duas merecem destaque em 2010.

11 de dez. de 2010

23 de nov. de 2010

Beatles vendem mais de 2 mi de músicas em uma semana no iTunes


23 de novembro de 2010 | 18h 41

Os Beatles já venderam mais de 2 milhões de músicas e mais de 450 mil álbuns em todo o mundo na primeira semana desde seu lançamento do iTunes, loja virtual da Apple, informou a companhia nesta terça-feira.
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Os Beatles após receberem a comenda da rainha em 1965
"Abbey Road" foi o álbum digital mais vendido no iTunes nos Estados Unidos, encerrando a semana em 6o lugar. Já o "Beatles Box Set" ficou em 10o lugar no ranking do iTunes.
"Here Comes the Sun" foi o single digital mais vendido dos Beatles, mas a música não ficou entre as 10 mais vendidas da semana, de acordo com a Apple.
O catálogo dos Beatles foi lançado pela primeira vez no iTunes, maior loja de música digital do mundo, em 16 de novembro, após anos de negociações entre o fundador da Apple, Steve Jobs, e a agência e gravadora dos Beatles, EMI.
(Reportagem de Jill Serjeant) 

Debaixo de chuva, Paul McCartney canta para 64 mil em São Paulo



Segunda apresentação do ex-beatle no Morumbi começou às 21h43.
Cantor surpreendeu público abrindo show com 'Magical Mystery Tour'.

Do G1, em São Paulo
Debaixo de chuva, Paul McCartney subiu ao palco do Estádio do Morumbi às 21h43 desta segunda (22), para seu segundo show em São Paulo, e foi reverenciado pelo público de 64 mil que lota o local.
A apresentação, que encerra a turnê sul-americana Up and Coming Tour, começou ao som de "Magical Mystery Tour". A escolha  surpreendeu o público, já que nos demais shows no país o cantor havia iniciado com "Venus and Mars".
Show Paul McCartneyPaul McCartney abriu o segundo show em São Paulo com "Magical Mystery Tour" (Foto: Flavio Moraes/G1)
Ao fim da primeira canção, Paul perguntou em português ao público: "Tudo bem com a chuva?" E respondeu rindo aos gritos dos fãs:"Chove chuva". O cantor emendou o hit dos Beatles "All my loving" e, em seguida, "Jet", de sua carreira solo. Depois, vieram "I'm looking through you" e "Elenor Rigby", cantadas em coro pelo público.
Muitos fãs tiveram dificuldades para chegar ao estádio a tempo devido ao engarrafamento, quechegou a 216 km nesta segunda, o segundo pior registro do ano.
Mais cedo, a forte chuva que caía na região do Morumbi impediu o cantor de fazer a passagem de som, que era prevista para as 15h. Antes da abertura dos portões, às 17h40, o público enfrentou longas filas ao redor do estádio e tentou se proteger com capas e guarda-chuvas.

21 de nov. de 2010

Paul McCartney: o sucesso do cantor na era pós-Beatles



O Brasil recebe a partir deste domingo os shows da turnê Up and Coming do ex-beatle Paul McCartney. Ele fará, ao todo, três apresentações: uma em Porto Alegre, no dia 7, e duas em São Paulo, nos dias 21 e 22 de novembro. McCartney volta a se apresentar no país após um hiato de 17 anos. Seu último show no Brasil ocorreu em dezembro de 1993, em São Paulo. Apesar do show de simpatia do cantor, a apresentação teve uma bilheteria um tanto fraca para um artista de seu porte.
Bem diferente do que se viu três anos antes, no Rio, quando 70.000 pessoas se espalharam no gramado e nas arquibancadas do Maracanã para ver o astro – seriam 140.000, não fossem as fortes chuvas que castigaram o Rio em abril daquele ano. Por pouco, o show do ex-beatle não foi cancelado. Ainda assim, Paul fez para o público carioca uma apresentação memorável.
Os fãs cariocas que enfrentaram a chuva, a lama e o trânsito caótico daquela noite puderam comprovar: 30 anos após o fim dos Beatles, McCartney continuava em plena forma. O próprio astro havia dito a VEJA em entrevista concedida no ano anterior que “Paul pode ter envelhecido, mas não ficou careta”.
O grupo formado no fim dos anos 50 em Liverpool, na Inglaterra, pode ser considerado o inventor do gênero pop, com seus concertos para multidões de fãs que não se limitam a ouvir a música de seus ídolos, mas também querem emulá-los. É justo dizer que Paul McCartney, Ringo Starr, George Harrison e John Lennon moldaram a música que se ouve hoje no rádio. No fim dos anos 70, porém, os novos tempos trouxeram aos Beatles todos os problemas da idade adulta. Paul ficou em descompasso com os colegas e os desentendimentos começaram. Oficialmente, os Beatles encerraram suas atividades no dia 10 de abril de 1970.
Com o fim da banda, McCartney teve uma produtiva carreira-solo: lançou 22 discos, dez deles de músicas inéditas – alguns fracassados, como Ecce Cor Meum, de 2006. Em 1994, surpreendeu o mundo com o projeto The Fireman, um trabalho de músicas eletrônicas gravado ao lado de Youth, baixista do grupo pós-punk Killing Joke. Até hoje, aos 68 anos, Paul segue como o “beatle bonitão”.
A vida pessoal do cantor na fase pós-beatles também chama a atenção. Em 1998, a primeira mulher de Paul, Linda Eastman, perdeu a batalha contra o câncer. A notícia da morte só foi divulgada dois dias depois, quando o corpo já estava cremado. A versão da família veio a público por intermédio de um porta-voz do ex-beatle, Geoff Baker – e a boataria logo começou. Baker disse que a morte de Linda havia ocorrido em Santa Bárbara, na Califórnia. Onde estava o atestado de óbito? Onde aconteceu a cremação? Ninguém sabia, e a polícia de Santa Bárbara abriu investigação. A primeira suspeita foi de que a morte teria sido um suicídio assistido.
Quatro anos após a morte da mulher, Paul casou-se novamente, desta vez com a ex-modelo e ativista de causas humanitárias Heather Mills. A união terminou em 2008 – por meio de um divórcio pouco amigável cujo processo arrastou-se por dois anos. No fim, o juiz Hugh Bennett estipulou em 23,3 milhões de libras (84 milhões de reais) a quantia que Heather recebeu com o divórcio. Na sentença de 58 páginas, Bennett espelhou fielmente a opinião popular de que ela é uma bruxa e Paul, um sofredor.
Na turnê que trará ao Brasil, McCartney toca vários sucessos dos Beatles e até mesmo algumas músicas da carreira-solo de Lennon, como Give Peace a Chance. Mesmo com o passar dos anos, esse repertório segue sendo sucesso. Como disse o astro e VEJA em 1989, “as músicas de Lennon e McCartney até hoje são modernas, intrigantes, ousadas”.

Beatles: a banda que reinventou o pop nos anos 60



O ano de 2010 marcará os 40 anos do fim da banda que moldou a música que se ouve até hoje no rádio. Formado no fim dos anos 50 em Liverpool, na Inglaterra, o quarteto formado por Paul McCartney, Ringo Starr, George Harrison e John Lennon pode ser considerado o maior nome da história do pop, com seus concertos para multidões de fãs que não se limitam a ouvir a música de seus ídolos, mas também querem imitá-los. Como descreveu VEJA em maio de 1970, “em um certo sentido, durante longo tempo, os Beatles representaram dois milagres: o da música e o da democracia. Seus sons foram o veículo da revolta da juventude, subiram às alturas de Mozart e Beethoven e, de ruídos para a inconsequência de adolescentes, tornaram-se ritmos da alegria de viver para moços e velhos. Ao mesmo tempo, os quatro jovens de Liverpool viviam a síntese maravilhosa da liberdade individual para cada integrante da banda”.

Show de Paul McCartney em Porto Alegre: veja como foi.


Show de Paul McCartney em Porto Alegre

Neste domingo, o ex-beatle Paul McCartney se apresentou em Porto Alegre para um público estimado em 50.000 pessoas. Confira imagens da apresentação do roqueiro:
Em Porto Alegre, McCartney cantou 34 músicas em três horas de show
Em Porto Alegre, McCartney cantou 34 músicas em três horas de show - Edison Vara/Reuters

Encontro de gerações à espera do show de Paul McCartney



Gente de todos os cantos do país aguarda a abertura dos portões no Morumbi

Alessandro Manoel
Público na entrada do Estádio do Morumbi para o show de Paul McCartney, São Paulo/SP – 21/11/2010
Público na entrada do Estádio do Morumbi para o show de Paul McCartney, São Paulo/SP – 21/11/2010 (Claudio Gatti)
A poucas horas do início do show mais esperado do ano em São Paulo, a ansiedade atinge nível máximo no entorno do estádio do Morumbi. Fila gigante, horas a fio de espera pela abertura dos portões e calor intenso não são capazes de assustar quem faz de tudo para ver o ex-Beatle Paul McCartney. Todo sacrifício vale a pena. E sacrifício, em alguns casos, não é força de expressão.
Adriana Castro, 33 anos, juntou-se à multidão em volta do estádio antes das 7h deste domingo. Acordar cedo, para ela, não foi nada. Duro mesmo, como conta, foi o percurso para chegar até São Paulo. “Viajei um dia de ônibus de minha cidade até Belém do Pará. De lá, peguei um avião para São Paulo com meu irmão e um amigo. Vale a pena chegar antes e garantir um bom lugar”, disse Adriana.
A cidade de São Félix do Xingu, de onde vem esta fã de ‘Macca’, fica a cerca de mil quilômetros da capital paraense. Em Belém, ela se juntou a Patric Castro, seu irmão mais novo, de 31 anos, e ao amigo Alessandro Franco, 34. Os três começaram a juntar dinheiro para os ingressos e a viagem quando surgiram os primeiros rumores sobre a vinda do ex-Beatle ao Brasil. “Para ver o Paul, nada é sofrimento”, atesta Patric.

Encontro de gerações – A maioria absoluta perfilada para garantir um lugar na fila do gargarejo é de jovens. No início da tarde, adolescentes a partir dos 15 anos e gente até os trinta e poucos eram maioria no Morumbi. Beatlemaníaco ‘das antigas’, Nelson Joay realiza dois sonhos ao mesmo tempo na noite deste domingo: o primeiro, claro, ver Paul McCartney de perto; o segundo, ‘apresentar’ pessoalmente o ídolo aos filhos, devidamente doutrinados nas várias fases da música, dos anos 60 até os trabalhos mais recentes de ‘Macca’.
Claudio Gatti
Efetivo da polícia militar na entrada do Estádio do Morumbi para o show de Paul McCartney, São Paulo/SP – 21/11/2010
Efetivo da polícia militar na entrada do Estádio do Morumbi
“Tenho orgulho de ter mostrado os Beatles para meus filhos. Fiz força para vir e poder participar com eles deste momento histórico”, explicava, enquanto improvisava um biombo para proteger os dois filhos adolescentes e a namorada do rapaz, à espera da abertura dos portões do Morumbi. A família veio de Curitiba especialmente para o show.
Ouvir Bealtes, cantar, compartilhar a admiração são atividades óbvias no pelotão que tenta garantir os primeiros lugares no estádio. Mas há também quem tente aproveitar o tempo de outras formas. Desde as 10h de domingo, André Sercodini, 31 anos, devora os três livros que separou para a fila de espera: ‘Elite da Tropa’, que deu origem ao filme ‘Tropa de Elite’; a Idade da Razão, de Jean-Paul Sartre; e o título de auto-ajuda ‘Mais tempo, mais dinheiro’. “Este último é o que está me fazendo pensar mais sobre o momento que vivo agora. Afinal, desde as 10h aqui, estou perdendo um bocado de tempo”, brincou.

Segurança – Apesar da multidão crescente, o trânsito, até o início da tarde, fluía sem problemas nos acessos ao Morumbi. Ao todo, 600 policiais trabalham fora do estádio, com 67 viaturas. A expectativa é de tranqüilidade, para o capitão Exequiel, da Polícia Militar, encarregado de comandar a operação nas áreas externas do evento. “Não devemos ter problemas. O público dos shows de rock são muito mais tranqüilos que os torcedores de futebol, por exemplo”, disse, otimista, o oficial.

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