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27 de fev. de 2014

A origem “suja” de 6 palavras de nosso cotidiano

 Carolina Vilaverde

 Sabia que ao dizer o nome de uma flor você pode estar falando sobre “testículos”? Pois é, nossos antepassados, responsáveis por criar as palavras que hoje usamos, tinham uma mente bem “suja” na hora de nomear coisas. Essa lista mostra a origem ~safadinha~ de algumas palavras comuns em nosso cotidiano. Confira:

1. A palavra: Orquídea
Orquídeias O que você acabou de dizer, na verdade: Testículos Como assim? Se você olhar para as raízes de algumas orquídeas, vai notar que elas lembram testículos. Discorda disso? Então saiba que a semelhança era tão grande que a família inteira dessa planta foi nomeada a partir dessa observação. A palavra contemporânea para a flor vem da palavra grega “orchis“, que em tradução literal significa “testículos”.
Orquídeias
2. A palavra: Porcelana
O que você acabou de dizer, na verdade: Vagina de porca Como assim? A palavra porcelana vem do italiano “porcellana”, uma palavra derivada de “porcella”, que significa “porca jovem”. “Porcellana” é o nome de uma espécie de concha, como essas usadas nos búzios, e tem esse nome porque o formato da concha lembra a vulva de uma porca. Então toda vez que você disser porcelana, saiba que esse nome foi inspirado no órgão genital de uma porca. Inspirador, não?

3. A palavra: Baunilha
Baunilha O que você acabou de dizer, na verdade: Vagina Como assim? Durante a derrubada do Império Asteca, homens encontraram a planta da baunilha e a apelidaram de “vainilla”, um diminutivo de “vaina”, que quer dizer “bainha” em espanhol. Por sua vez, “vaina” vem da palavra latina “vagina”. Isso tudo por causa da forma das plantas, que precisam ser abertas e divididas para a extração dos grãos.
Baunilha
4. A palavra: Seminário
O que você acabou de dizer, na verdade: Sêmen Como assim? Seminário vem do latim “seminarium”, que significa viveiro de plantas. E isso deriva de outra palavra latina: “semen”, que quer dizer sementes e que também foi base para a palavra “sêmen”.

5. A palavra: Fundamental
O que você acabou de dizer, na verdade: Nádegas Como assim? A palavra fundamental é derivada do latim “fundamentalis”, que significa algo como “da fundação”. Por sua vez, “fundamentalis” vem da palavra “fundamentum” do latim velho. Um dos descendentes imediatos dessa palavra é “fundament” em inglês, que quer dizer “ânus” ou “nádegas” desde o século 13.

6. A palavra: Abacate
Abacate O que você acabou de dizer, na verdade: Testículos Como assim? Na língua dos astecas, abacate era chamado de “awakatl”, com o significado sugestivo de “testículos”. A palavra evoluiu e, em espanhol, acabou virando “aguacate”, que inspirou a nossa tradução para o português.

Abacate

Fonte:

21 de jun. de 2011

Os quinto dos infernos - Saiba como surgiu essa expressão?


OS QUINTO DOS INFERNOS":
     Durante o século 18, o Brasil Colônia pagava um alto tributo
para seu  colonizador, Portugal.
     Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso
país e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da  produção. Essa taxação
altíssima e absurda era chamada de "O Quinto".
     Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro.

     O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se
referiam a ele, diziam ...
     "O  Quinto dos Infernos".
     E isso virou sinônimo de tudo que é ruim.

     A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os
"quintos  atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como
"Derrama".
     Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de
"Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e
julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

4 de jun. de 2011

Salve a Vírgula, o que faríamos sem ela.

Sobre a Vírgula

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI

(Associação Brasileira de Imprensa).
Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.Não queremos saber.
Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar. Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.


Detalhes Adicionais:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA
.


* Se vc é mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER....
* Se for homem, colocou a vírgula depois de TEM..

A versatilidade da letra "P" na língua portuguesa


Letra P

APENAS A LÍNGUA PORTUGUESA NOS PERMITE ESCREVER ISSO...
 
Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor paulista, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora, pernoitando por perto. Prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulino pediu para pintar panelas. Posteriormente, pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir. Pediu permissão para papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris.
Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso. Percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se, principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente pequenas perfurações. Pelos passos, percorriam permanentemente, possantes potrancas. 
Pisando Paris, pediu permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo, Pedro Paulo, precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! 
"Preciso partir para Portugal porque pretendem, pela primavera, pintar principais portos, painéis, personalidades, prestigiando patrícios", pensava Pedro Paulo. 
- Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. 
Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. 
Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Passando pelo porto, penetrou pela pequena propriedade patriarcal pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: 
- Pediste permissão para praticar pintura, porém, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Por que pintas porcarias? 
- Papai, proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, prefiro poder procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. 
Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar. Pegando pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte, precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando. Primeiro, pegaram peixes pequenos. Passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Posteriormente, partiram pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. 
Primeiramente, Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava pagar pintores práticos. Particularmente, Pedro Paulo preferia pintar paredes, pisos, portas, portões, painéis. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo, pereceu pintando.... 
'Permita-me poder parar. Pretendo pensar. Peço perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei'.

 

E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer: 'O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma'!

A origem de alguns Ditados Populares




JURAR DE PÉS JUNTOS:
-Mãe, eu juro de pés juntos que não fui eu.
A expressão surgiu através das torturas executadas pela Santa Inquisição, nas quais o acusado de heresias tinha as mãos e os pés amarrados (juntos) e era torturado pra dizer nada além da verdade. Até hoje o termo é usado pra expressar a veracidade de algo que uma pessoa diz.
MOTORISTA BARBEIRO:
- Nossa, que cara mais barbeiro!

No século XIX, os barbeiros faziam não somente os serviços de corte de cabelo e barba, mas também, tiravam dentes, cortavam calos, etc, e por não serem profissionais, seus serviços mal feitos geravam marcas. A partir daí, desde o século XV, todo serviço mal feito era atribuído ao barbeiro, pela expressão "coisa de barbeiro". Esse termo veio de Portugal, contudo a associação de "motorista barbeiro", ou seja, um mau motorista, é tipicamente brasileira.


TIRAR O CAVALO DA CHUVA:
- Pode ir tirando seu cavalinho da chuva porque não vou deixar você sair hoje!

No século XIX, quando uma visita iria ser breve, ela deixava o cavalo ao relento em frente à casa do anfitrião e se fosse demorar, colocava o cavalo nos fundos da casa, em um lugar protegido da chuva e do sol. Contudo, o convidado só poderia pôr o animal protegido da chuva se o anfitrião percebesse que a visita estava boa e dissesse: "pode tirar o cavalo da chuva". Depois disso, a expressão passou a significar a desistência de alguma coisa.


À BEÇA:
- O mesmo que abundantemente, com fartura, de maneira copiosa. A origem do dito é atribuída às qualidades de argumentador do jurista alagoano Gumercindo Bessa, advogado dos acreanos que não queriam que o Território do Acre fosse incorporado ao Estado do Amazonas.



DAR COM OS BURROS N'ÁGUA:
A expressão surgiu no período do Brasil colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café, precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas, onde os burros morriam afogados. Daí em diante o termo passou a ser usado pra se referir a alguém que faz um grande esforço pra conseguir algum feito e não consegue ter sucesso naquilo.



GUARDAR A SETE CHAVES:
No século XIII, os reis de Portugal adotavam um sistema de arquivamento de jóias e documentos importantes da corte através de um baú que possuía quatro fechaduras, sendo que cada chave era distribuída a um alto funcionário do reino.

Portanto eram apenas quatro chaves. O número sete passou a ser utilizado devido ao valor místico atribuído a ele, desde a época das religiões primitivas. A partir daí começou-se a utilizar o termo "guardar a sete chaves" pra designar algo muito bem guardado.


OK:
A expressão inglesa "OK" (okay), que é mundialmente conhecida pra significar algo que está tudo bem, teve sua origem na Guerra da Secessão, no EUA. Durante a guerra, quando os soldados voltavam para as bases sem nenhuma morte entre a tropa, escreviam numa placa "0 killed" (nenhum morto), expressando sua grande satisfação, daí surgiu o termo "OK".



ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS:
Existe uma história não comprovada, de que após trair Jesus, Judas enforcou-se em uma árvore sem nada nos pés, já que havia posto o dinheiro que ganhou por entregar Jesus dentro de suas botas. Quando os soldados viram que Judas estava sem as botas, saíram em busca delas e do dinheiro da traição. Nunca ninguém ficou sabendo se acharam as botas de Judas. A partir daí surgiu à expressão, usada pra designar um lugar distante, desconhecido e inacessível.



PENSANDO NA MORTE DA BEZERRA:
A história mais aceitável para explicar a origem do termo é proveniente das tradições hebraicas, onde os bezerros eram sacrificados para Deus como forma de redenção de pecados. Um filho do rei Absalão tinha grande apego a uma bezerra que foi sacrificada. Assim, após o animal morrer, ele ficou se lamentando e pensando na morte da bezerra. Após alguns meses o garoto morreu.



PARA INGLÊS VER:
A expressão surgiu por volta de 1830, quando a Inglaterra exigiu que o Brasil aprovasse leis que impedissem o tráfico de escravos. No entanto, todos sabiam que essas leis não seriam cumpridas, assim, essas leis eram criadas apenas "pra inglês ver". Daí surgiu o termo.



RASGAR SEDA:
A expressão que é utilizada quando alguém elogia grandemente outra pessoa, surgiu através da peça de teatro do teatrólogo Luís Carlos Martins Pena. Na peça, um vendedor de tecidos usa o pretexto de sua profissão pra cortejar uma moça e começa a elogiar exageradamente sua beleza, até que a moça percebe a intenção do rapaz e diz: "Não rasgue a seda, que se esfiapa".



O PIOR CEGO É O QUE NÃO QUER VER:
Em 1647, em Nimes, na França, na universidade local, o doutor Vicent de Paul D`Argent fez o primeiro transplante de córnea em um aldeão de nome Angel. Foi um sucesso da medicina da época, menos pra Angel, que assim que passou a enxergar ficou horrorizado com o mundo que via. Disse que o mundo que ele imaginava era muito melhor. Pediu ao cirurgião que arrancasse seus olhos. O caso foi acabar no tribunal de Paris e no Vaticano. Angel ganhou a causa e entrou pra história como o cego que não quis ver.



ANDA À TOA:
Toa é a corda com que uma embarcação reboca a outra. Um navio que está à toa é o que não tem leme nem rumo, indo pra onde o navio que o reboca determinar.



QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM GATO:
Na verdade, a expressão, com o passar dos anos, se adulterou. Inicialmente se dizia quem não tem cão caça como gato, ou seja, se esgueirando, astutamente, traiçoeiramente, como fazem os gatos.



DA PÁ VIRADA:
A origem do ditado é em relação ao instrumento, a pá. Quando a pá está virada pra baixo, voltada pro solo, está inútil, abandonada decorrentemente pelo Homem vagabundo, irresponsável, parasita.



NHENHENHÉM:
Nheë, em tupi, quer dizer falar. Quando os portugueses chegaram ao Brasil, os indìgenas não entendiam aquela falação estranha e diziam que os portugueses ficavam a dizer "nhen-nhen-nhen".



VAI TOMAR BANHO:
Em "Casa Grande & Senzala", Gilberto Freyre analisa os hábitos de higiene dos índios versus os do colonizador português. Depois das Cruzadas, como corolário dos contatos comerciais, o europeu se contagiou de sífilis e de outras doenças transmissíveis e desenvolveu medo ao banho e horror à nudez, o que muito agradou à Igreja. Ora, o índio não conhecia a sífilis e se lavava da cabeça aos pés nos banhos de rio, além de usar folhas de árvore pra limpar os bebês e lavar no rio as redes nas quais dormiam. Ora, o cheiro exalado pelo corpo dos portugueses, abafado em roupas que não eram trocadas com freqüência e raramente lavadas, aliado à falta de banho, causava repugnância aos índios. Então os índios, quando estavam fartos de receber ordens dos portugueses, mandavam que fossem "tomar banho".



ELES QUE SÃO BRANCOS QUE SE ENTENDAM:
Esta foi das primeiras punições impostas aos racistas, ainda no século XVIII. Um mulato, capitão de regimento, teve uma discussão com um de seus comandados e queixou-se a seu superior, um oficial português. O capitão reivindicava a punição do soldado que o desrespeitara. Como resposta, ouviu do português a seguinte frase: "Vocês que são pardos, que se entendam". O oficial ficou indignado e recorreu à instância superior, na pessoa de dom Luís de Vasconcelos (1742-1807), 12° vice-rei do Brasil. Ao tomar conhecimento dos fatos, dom Luís mandou prender o oficial português que estranhou a atitude do vice-rei. Mas, dom Luís se explicou: Nós somos brancos, cá nos entendemos.



A DAR COM O PAU:
O substantivo "pau" figura em várias expressões brasileiras. Esta expressão teve origem nos navios negreiros. Os negros capturados preferiam morrer durante a travessia e, pra isso, deixavam de comer. Então, criou-se o "pau de comer" que era atravessado na boca dos escravos e os marinheiros jogavam sapa e angu pro estômago dos infelizes, a dar com o pau. O povo incorporou a expressão.



ÁGUA MOLE EM PEDRA DURA, TANTO BATEATÉ QUE FURA:DÁ MOLE Um de seus primeiros registros literário foi feito pelo escritor latino Ovídio (43 a.C.-18 d.C), autor de célebres livros como "A arte de amar "e "Metamorfoses", que foi exilado sem que soubesse o motivo. Escreveu o poeta: "A água mole cava a pedra dura". É tradição das culturas dos países em que a escrita não é muito difundida formar rimas nesse tipo de frase pra que sua memorização seja facilitada. Foi o que fizeram com o provérbio, portugueses e brasileiros.

2 de jan. de 2011

Palavra do Ano: Presidente/presidenta


Como em tantas questões de língua que vêm parar aqui, convém abandonar logo de saída as noções estreitas de certo e errado. Não está errado usar “presidenta” como feminino de presidente, assim como não está errado tomar presidente como palavra de dois gêneros, invariável. Esta é a forma dominante, aquela uma variação emergente – que, no entanto, já foi reconhecida por nossos principais dicionários.

Esquecida a ideia primária de erro, a discussão fica bem mais interessante. A lógica desse tipo de embate na língua costuma ser muito mais política do que técnica.
Os argumentos a favor de presidente como substantivo e adjetivo de dois gêneros costumam se concentrar em duas frentes, ambas fortes. A primeira é a tradição dos bons autores, que sempre se inclinaram maciçamente por essa forma. A segunda é etimológica: vinda do latim praesidentis, particípio presente do verbo praesidere (tomar assento à frente), a palavra seria invariável desde a origem. Se são indiscutivelmente invariáveis até hoje termos como assistente e dependente, de formação semelhante, e a ninguém ocorre dizer que tem uma assistenta ou uma dependenta, por que precisaríamos da palavra “presidenta”?
Do lado oposto, porém, os argumentos também são consideráveis. Descobrimos que os tais bons autores podem ser invocados com sinal trocado. Parente, por exemplo, também é um termo unissex, mas isso não impediu a palavra “parenta” de ter amplo uso desde a infância do português, inclusive na obra de Machado de Assis (encontramos certas “qualidades de senhora e de parenta” em “Memorial de Aires”, por exemplo). Etimologia, afinal, nunca foi uma camisa-de-força que constrangesse as mudanças da língua. E se, como diz o jornalista Marcos de Castro em seu curioso livro “A imprensa e o caos na ortografia”, de 1998, falar em “a presidente” for “machismo puro, vigente na velha gramática como em tudo no passado”? Em outros termos: só não se usava “presidenta” porque a sociedade não admitia que uma mulher presidisse coisa alguma.
No fim das contas, cabe ao falante julgar os méritos de cada palavra e fazer sua escolha – exatamente como na política. Ou fazer sua escolha de forma inconsciente, de orelhada – o que também ocorre com frequência, infelizmente, na política.
E para não dizerem que fiquei em cima do muro: no meu dicionário pessoal, presidente é uma palavra de dois gêneros. Acho que tem sonoridade melhor, além de evitar um possível surto politicamente correto que acabe por povoar o mundo de (argh!) gerentas, atendentas e adolescentas. Se o Brasil terá ano que vem um presidente ou uma presidente, só pretendo mudar o artigo.
Sérgio Rodrigues

9 de nov. de 2010

Sobre a Vírgula

Sobre a Vírgula

Muito boa a campanha dos 100 anos da ABI

(Associação Brasileira de Imprensa).
Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.

Não espere..
Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.
Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.

Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar. 
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.


Detalhes Adicionais:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.



* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER...
* Se você for homem, com certeza colocou a vírgula depois de TEM...

3 de ago. de 2010

Se propina é suborno, suborno é o quê?



Já que falamos outro dia do processo de corrupção que se abateu sobre a palavra propina, acabando com sua inocência semântica original, vale a pena dar uma olhada na palavra que leva em todos os dicionários o sentido que o português brasileiro, à revelia dos lexicógrafos sonolentos, decidiu dar ao termo: suborno.
A curiosa história do verbo subornar revela um parentesco que pouca gente imagina com o verbo ornar – ele mesmo, sinônimo de enfeitar, adornar, ornamentar. Ambos vêm do latim ornare, que, segundo o clássico dicionário latino-português de Saraiva, quer dizer “ornar, vestir, aprestar, armar, prover”.
E por que o sub antes de ornare? Bem, uma das muitas funções do prefixo latino sub, segundo o Houaiss, é indicar “ação furtiva, oculta” – e um dos exemplos que o melhor dicionário da língua portuguesa cita, ao lado do adjetivo sub-reptício, é exatamente o verbo subornar.
Isso quer dizer que, na origem, subornar o guarda era dar a ele uma pulseira de ouro? Mais ou menos isso. A palavra suborno carrega bem à vista a ideia de um presente furtivo, um agrado que se faz a alguém, com intenção inconfessável, quando ninguém mais está olhando.

2 de fev. de 2009

REFORMA ORTOGRÁFICA:RESUMO


REFORMA ORTOGRÁFICA: Veja o resumo das novas regras
TREMA
Deixou de ser usado, mas nada muda na pronúncia

Exemplos: bilíngue; pinguim; cinquenta; linguistico; delinquente; Antiguidade; quinquênio; tranquilo; sequestro; consequência; aguentar; sagui; arguir
Atenção:
Exceção para nomes próprios estrangeiros (como Müller e Bündchen)
DITONGOS ABERTOS
Os ditongos 'éi', 'ói' e 'éu' só continuam acentuados no final da palavra

Exemplos: boia; paranoico; heroico; plateia; ideia; tipoia
Mas céu, dói, chapéu, anéis, lençóis não mudam
Atenção:
O acento será mantido em destróier e Méier, conforme a regra que manda acentuar os paroxítonos terminados em 'r'
ACENTO DIFERENCIAL DE TONICIDADE
Não se acentuam mais certos substantivos e formas verbais para distingui-los graficamente de outras palavras

Exemplos:
Vou para casa. (preposição)
Ela não para de chorar. (verbo)
Vou pelo morro/pela estrada. (contração de preposição + artigo)
O pelo do gato. (substantivo)
Eu pelo/ele pela a cabeça. (verbo)
Atenção:
Esta regra aplica-se também às palavras compostas: para-brisa, para-raios. Para evitar confusões, foram mantidos os acentos do verbo pôr e da forma do pretérito perfeito pôde. O acento de fôrma (distinto de forma) é facultativo
ACENTO CIRCUNFLEXO
Os hiatos 'oo' e 'ee' não recebem mais acento

Exemplos: abençoo; perdoo; magoo; enjoo; leem; veem; deem; creem
Atenção:
Continuam acentuados (ele) vê, (eles) vêm [verbo vir], (eles) têm etc.
ACENTO AGUDO SOBRE O "U"

1. Não se acentua mais o 'u' tônico das formas verbais argui, apazigue, averigue
2. Não se acentuam mais o 'u' e o 'i' tônicos precedidos de ditongo em palavras paroxítonas
Exemplos: feiura; bocaiuva; baiuca; Sauipe
Atenção:
Feiíssimo e cheiíssimo continuam acentuados porque são proparoxítonos; bem como Piauí e teiú, que são oxítonos
HIFEN
O hífen é empregado:

1. Se o segundo elemento começa por 'h'
Exemplos: geo-história; giga-hertz; bio-histórico; super-herói; anti-herói; macro-história; mini-hotel; super-homem

2. Para separar vogais ou consoantes iguais
Exemplos: inter-racial; micro-ondas; micro-ônibus; mega-apagão; sub-bibliotecário; sub-base; anti-imperialista; anti-inflamatório; contra-atacar; entre-eixos; hiper-real; infra-axilar

3. Prefixos 'pan' ou 'circum', seguidos de palavras que começam por vogal, 'h', 'm' ou 'n'
Exemplos: pan-negritude; pan-hispânico; circum-murados; pan-americano; pan-helenismo; circum-navegação

4. Com 'pós', 'pré' 'pró'
Exmplos: pós-graduado; pré-operatório; pró-reitor; pós-auricular; pré-datado; pré-escolar

Atenção:
Esta regra não se aplica às palavras em que se unem um prefixo terminado em vogal e uma palavra começada por 'r' ou 's'. Quando isso acontece, dobra-se o 'r' ou 's': microssonda (micro + sonda), contrarregra, motosserra, ultrassom, infrassom, suprarregional

Fonte: José Carlos de Azeredo, professor adjunto de língua portuguesa da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), autor de Gramática Houaiss da língua portuguesa e coordenador e consultor do livro Escrevendo pela nova ortografia (Instituto Antônio Houaiss/Publifolha)
Do UOL Educação

4 de jan. de 2009

DECIFRANDO O INTERNETÊS



Apesar de causar estranhamento em leigos, o idioma da internet é o preferido dos teens

Para acompanhar o ritmo frenético das conversas online, nada melhor do que criar um idioma próprio, o internetês. Se você é daqueles que atropela as palavras que digita enquanto as janelinhas de bate-papo piscam com a resposta dos amigos, sabe bem do que se trata. Usada inicialmente em chats, essa linguagem caracteriza-se pela simplificação informal da escrita com o objetivo de agilizar a digitação.

Os principais recursos utilizados são abreviações e substituição de letras para diminuir o número de caracteres. O qu vira k, ss vira x e assim por diante. Não é raro encontrar pessoas que usam esse recurso até o limite do compreensível. É o caso de uma menina de 11 anos: "Eu diminuo o máximo que posso, uso abreviações que vi em outros lugares ou invento na hora, mesmo. Às vezes, nem meus amigos não entendem o que escrevo".

O uso de emoticons para expressar emoções humanas, letras maiúsculas para simular gritos e a substituição de acento agudo pela letra H também são comuns. A professora de português Leila Mendes não vê problemas no uso do internetês, desde que haja uma finalidade: "A língua é viva e sempre vai mudar. Mas a mudança tem que ter uma função. Para quê escrever naum em vez de não? Isso não facilita a comunicação, dá mais trabalho, a palavra fica maior".

Sem regras de gramática, as palavras são alteradas, diminuídas ou emendadas obedecendo somente à fonética. Essas adaptações são utilizadas também em messengers, scraps, torpedos de celular e e-mails. As complicações começam quando o internetês transpõe as barreiras do mundo virtual e invade ambientes não apropriados, como a sala de aula.

A professora diz que é comum encontrar abreviações em redações: "Os alunos dizem que isso acontece de forma inconsciente e automática, já que o uso constante gera vício. O papel da escola é colocá-los em contato com a norma padrão, principalmente através do incentivo à leitura", explica ela.

Campeões de abreviação:
Vc - você
Pq - porque
Tb - também
Mto - muito
Kd - cadê
Aki - aqui
loko - louco
Rs, kkk, hahaha - risos
Bjo - beijo

Como as mudanças na língua são inevitáveis, até o internetês já tem variações. É o controverso miguxês. Ao mesmo tempo que possui milhares de adeptos que transformam seus nicks e mensagens em verdadeiros códigos cifrados, possui também opositores radicais. Eu OdEiU GeNTi ki IsKreVi AxIM é uma das maiores comunidades do Orkut, com 232.438 participantes.

Para a professora Leila, o miguxês identifica os participantes de um determinado grupo: "Os adolescentes criam uma nova linguagem que os outros não entendem. Substituem letras, ´enfeitam´ as palavras, o que torna a mensagem mais longa e dificulta o entendimento de quem está de fora". Usado à exaustão pelos emos, na opinião de um garôto de 14 anos, o miguxês reflete características da personalidade de quem faz parte dessa tribo: "Os emos são meigos e na internet, mostram isso pela forma de digitar". Mas será que na hora de falar eles também são fofinhos? "Quando queremos ser carinhosos com nossos amigos, sim!", responde ele.

Defensores da norma culta da língua vêem um futuro desastroso para o português com o uso indiscriminado do internetês. O hábito de tc axim pode fazer surgir dúvidas no futuro com relação a grafia das palavras. Entretanto, respeitados estudiosos com o inglês David Crystal, autor do livro A linguagem e a Internet, lembra que a invenção do telefone provocou a mesma desconfiança. Na época, acreditava-se que as pessoas perderiam a capacidade de expressão com o uso de hã hã e alôs e não foi o que aconteceu.
Texto: Yahoo

18 de nov. de 2008

DITOS POPULARES

O Pensador-Escultura em concreto celular=Autor: HRubiales


Frases que só conhecemos no popular, saiba qual é o certo
01-Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro.
Correto:
Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro.
02-Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.
Correto:
Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.
03-Cor de burro quando foge.
Correto:
Corro do burro quando foge.
04-Quem tem boca vai a Roma.
Correto:
Quem tem boca vaia Roma (verbo vaiar)
05-Cuspido e escarrado (Comparação de uma pessoa com a outra)
Correto:
Esculpido em carrara (mármore)
06-Quem não tem cão, caça com gato
Correto:Quem não tem gato, caça como gato (ou seja, sozinho)

Prof. Pasquale Cipro Neto

24 de abr. de 2008

DICIONÁRIO MAIS ANTIGO EM PORTUGUÊS PELA INTERNET

Dicionário mais antigo em português chega à internet
'Vocabulario Portuguez e Latino', de 1712, ganha versão on-line com 44 mil verbetes.Pesquisa de termos aceitará tanto a ortografia da época quanto a atual.
O Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da Universidade de São Paulo (USP) digitalizou e disponibilizou gratuitamente na internet os cerca de 44 mil verbetes do primeiro dicionário da língua portuguesa. O primeiro volume da obra "Vocabulario Portuguez e Latino", do padre londrino radicado em Portugal Raphael Bluteau, foi publicado em 1712. Ao todo são oito volumes e dois suplementos, sendo o último suplemento publicado em 1728.
Capa do dicionário que foi digitalizado (Foto: Divulgação / IEB/USP)
Segundo a historiadora Márcia Moisés Ribeiro, pesquisadora e responsável pelo projeto, o trabalho de digitalização durou um ano e três meses e envolveu quatro profissionais. A digitalização da obra faz parte de projeto do instituto para facilitar a consulta de livros raros e de difícil acesso pelo público em geral.
"Foi um grande trabalho. São aproximadamente 44 mil verbetes que tivemos que listar para consultas on-line", explicou Márcia. Segundo ela, por se tratar de uma obra muito antiga, todos os verbetes foram escritos da forma antiga e atual, com e sem acento, para facilitar a consulta.
Por exemplo: a palavra assucar (como era escrita antigamente) está disponível nas versões assucar, açúcar e açucar. "Se deixássemos apenas da forma antiga, as palavras nunca seriam encontradas porque as pessoas não iam procurar uma palavra que não conhecem", explicou a pesquisadora.
De acordo com Márcia, o objetivo da digitalização é evitar o manuseio do dicionário, que é muito frágil e tem folhas de trapo. Ao todo, são dez volumes de cerca de mil páginas cada um, sendo que todas tiveram de ser fotografadas em vez de escaneadas. "O dicionário é um livro muito frágil, não pudemos colocá-lo num scaner porque a luz poderia danificar as páginas. Além disso, tem todo o problema do manuseio. E o nosso principal objetivo é preservar o documento raro", disse.

Outras obras
Este é o segundo dicionário raro digitalizado pelo IEB. O primeiro foi o "Medicina Popular", que também está disponível gratuitamente no site do IEB. Segundo Márcia, esse primeiro dicionário foi digitalizado como teste, já que era bem mais simples e com apenas dois volumes.
O IEB também tem cerca de 120 livros raros e cem manuscritos, todos digitalizados na íntegra. Agora o instituto trabalha para disponibilizar novos dicionários raros para consulta, todos relacionados à língua portuguesa ou à cultura brasileira.
A digitalização do "Vocabulario Portuguez e Latino" teve colaboração financeira da Biblioteca Guita e José Mindlin. "A idéia do projeto não é fazer dinheiro, a parceria do IEB com Mindlin foi feita com a intenção de facilitar o acesso a obras raras, de grande utilidade e de difícil acesso", disse Márcia.
Postado por HRubiales

27 de dez. de 2007

O QUE MUDA NO NOSSO ALFABETO

As novas normasortográficas farão com que os portugueses, por exemplo, deixem de escrever "húmido" para escrever "úmido". Também desaparecem da língua escrita, em Portugal, o "c" e o "p" nas palavras onde ele não é pronunciado, como nas palavras "acção", "acto", "baptismo", "óptimo" e "Egipto".
Mas também os brasileiros terão que se acostumar com algumas mudanças que, a priori, parecem estranhas. As pároxítonas terminadas em "o" duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de "abençôo, "enjôo" ou "vôo". Terão que escrever "abençoo, enjoo e voo"
Também não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer, dar, ler" e seus decorrentes, ficando correta a grafia "creem, deem, leem e veem".
O trema desaparece completamente. Estará correto escrever "linguiça, sequência, frequência, e quinquênio".
O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação do "k, w e y".
O acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição).
Outras duas mudanças: criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação como o acento agudo na primeira pessoa do plural do prtérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como: "louvámos" em oposição a "louvamos" e "amámos" em oposição a "amamos", além da eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia, " idéia", "heróica" e "jibóia".

Fonte: www.comunique-se.com.br

Postado por:
Helio Rubiales

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