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4 de abr. de 2012

Novos rumos da educação a distância


Com um número de matrículas cada vez maior, essa modalidade de ensino requer o aumento da interatividade entre professores e alunos, além de oficinas de capacitação para facilitar o acesso às tecnologias disponíveis.

Novos rumos da educação a distância


Um dos pontos principais das pesquisas na área de educação a distância é o desenvolvimento de novas ferramentas para aumentar a interatividade entre professor e aluno separados fisicamente. (foto: Tiffany Szerpicki/ Sxc.hu)
Muito antes da disseminação da informática, a educação a distância já era uma realidade, seja nos antigos cursos por correspondência ou em aulas exibidas pela televisão. Responsável por levar o conhecimento até pessoas que moram longe das universidades, esse método de ensino passou por grandes transformações e sua contínua modernização tenta suprir as necessidades do crescente número de alunos, entre elas, a maior interatividade.

Segundo Klaus Schlünzen, coordenador do Núcleo de Educação a Distância da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), em São Paulo (SP), a tecnologia é a principal ferramenta que permite maior interação entre professores e alunos separados fisicamente. “É preciso formar uma rede de aprendizagem onde alunos e professores criem uma relação não hierárquica e de forte diálogo”, explica.

Schlünzen: “É preciso formar uma rede de aprendizagem onde alunos e professores criem uma relação não hierárquica e de forte diálogo”
Dentre as ferramentas disponíveis, a mais utilizada é o ambiente virtual de aprendizado, uma plataforma on-line onde professores e alunos debatem sobre os assuntos contidos no material didático por meio de fóruns ou conversas individuais. Além disso, é possível registrar em formato digital o que foi discutido para enriquecer a avaliação da aprendizagem, já que o educador pode analisar o processo como um todo e não apenas o aprendizado final do aluno.

O desenvolvimento de salas de aula virtuais avança a passos largos e a interatividade é o ponto chave das pesquisas na área. A criação de programas de computador voltados para a educação a distância facilita o surgimento de novos cursos, mas é preciso preparar os alunos para o uso das tecnologias.

De acordo com Claudete Paganucci, pedagoga que coordena o curso de graduação a distância em pedagogia do Centro Universitário Claretiano, em Batatais (SP), a integração da equipe responsável por administrar os cursos é crucial para o sucesso da educação a distância. “Tanto professores quanto alunos precisam de oficinas de capacitação para que o acesso às novas tecnologias seja um facilitador do ensino e não gere frustração na hora de aprender ou ensinar”, esclarece.
Teclado e óculos
É preciso capacitar professores e alunos para que o acesso às novas tecnologias seja um facilitador da educação a distância. (foto: Zsuzsanna Kilian/ Sxc.hu)
Além de participar das oficinas, é preciso ter dedicação. Paganucci acrescenta que a maioria dos alunos é composta por adultos, que, diferentemente das crianças, têm maior capacidade de concentração ao estudar em casa. Apesar das exigências, o método de ensino permite que o aluno organize seu próprio horário de estudos e concilie a graduação com um emprego.
Preconceitos
Mas a educação a distância ainda deixa muita gente com o pé atrás, como mostra pesquisa feita por Paganucci em seu doutorado na Unesp. Por não saber como funciona a metodologia, algumas empresas ainda não acreditam que o aluno que aprende fora do ambiente físico da universidade tem a mesma capacidade que profissionais formados pelo ensino presencial. “É preciso esclarecer que, muitas vezes, o aluno da educação a distância é mais dedicado que o da educação convencional”, enfatiza a pedagoga. “Aprender de casa exige disciplina e persistência.”

Paganucci: “Muitas vezes, o aluno da educação a distância é mais dedicado que o da educação convencional”
Outro fator que gera preconceito – agora nos próprios alunos – é a distância física do professor. Se o educador não conhece o aluno pessoalmente, como pode atender as necessidades individuais de aprendizado de cada um?
Paganucci explica que a interação, seja por telefone ou nos ambientes virtuais, pode funcionar melhor do que na sala de aula, já que o aluno tem a possibilidade de discutir individualmente – e repetidamente – com o professor sobre o conteúdo trabalhado. Além disso, o material didático pode ser complementado com textos sobre a cultura de cada região atendida pelo programa de educação a distância da universidade.
Apesar dos preconceitos, a adesão à educação a distância vem crescendo a cada dia. Desde 2010, mais de um milhão de pessoas já se matricularam em cursos de graduação nessa modalidade, que tem contribuído muito para democratizar o conhecimento no nosso país.
Por: Mariana Rocha
Publicado em 27/03/2012 | Atualizado em 27/03/2012
Ciência Hoje On-line

10 de mar. de 2011

Brasil não tem universidades entre as 100 melhores do mundo



RIO - O Brasil não tem nenhuma instituição entre as 100 melhores universidades em reputação do mundo, segundo o ranking elaborado pela organização Times Higher Education. A Universidade de São Paulo (USP) só apareceu na 232ª posição, e acabou representando todas as instituições da América do Sul. A universidade de Harvard é a líder do ranking com pontuação máxima em todos os critérios.O ranking foi montado a partir de uma pesquisa somente para convidados de mais de 13 mil professores de 131 países do mundo e reforça a posição dominante das instituições dos EUA e consagra boa reputação de universidades do Reino Unido e do Japão. O índice faz parte do ranking das melhores universidades do mundo divulgado pela THE em setembro do ano passado
Rússia (Universidade Lomonosov de Moscou), China (universidades Tsinghua, Pequim e Hong Kong) e Cingapura e Hong Kong aparece com instituições entre as 50 melhores do ranking. No grupo entre as posições 51º e 100º aparecem universidades de países emergentes como a Universidade de Seul, na Coreia do Sul; Universidade de Taiwan e o Instituto de Ciência da Índia. O Brasil é o único dos BRICs a não ter nenhuma instituição de ensino superior entre as melhores.
A pesquisa pediu aos acadêmicos experientes para destacar o que eles acreditavam ser o mais forte das universidades para o ensino e a pesquisa em seus próprios campos. Harvard obteve 100 pontos. As outras cinco melhores classificadas foram Instituto de Tecnologia de Massachusetts; Universidade de Cambridge (Reino Unido); Universidade da Califórnia, em Berkeley; Universidade de Stanford University e Universidade de Oxford (Reino 

5 de fev. de 2010

AS SEIS PROFISSÕES MAIS QUENTES DE 2010



Por Leticia Bragaglia/ arte: Marcelo Corrêa e Pedro Bottino
Saiba quais são as carreiras que vão estar entre as mais requisitadas este ano segundo levantamento feito pela reportagem do portal Economia & Negócios junto a cinco consultorias de recursos humano
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4 de fev. de 2010

OS 10 LIVROS QUE MARCARAM OS JOVENS POR GERAÇÕES




10. A Volta ao Mundo em 80 Dias, de Júlio Verne
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Lançado em 1873, o clássico de Júlio Verne atravessou gerações e até hoje é considerado um marco da literatura. O livro conta a história de um homem rico, solitário e regrado, que abre mão do conforto e leva adiante uma aposta nada modesta: dar a volta ao mundo em 80 dias. Esse desprendimento é o que chama a atenção de adolescentes há décadas e coloca a obra entre os livros favoritos e indispensáveis que devem ser lidos antes dos 30 anos. O trabalho de Verne também foi adaptado para o cinema. As duas versões mais populares são as de 1956 e 2004.
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31 de ago. de 2009

USP É A 38ª MELHOR UNIVERSIDADE DO MUNDO

Desde janeiro, universidade subiu 49 posições no ranking internacional.

Foram analisadas 17 mil instituições acadêmicas no mundo.


Ampliar FotoFoto: Divulgação/USP

Vista aérea do campus da USP em São Paulo (Foto: Divulgação/USP)

A Universidade de São Paulo (USP) é a 38ª melhor universidade do mundo, segundo oRanking Webometrics (clique aqui para ver a classificação geral). A USP também está em primeiro lugar entre as universidades brasileiras e da América Latina.

O Massachusetts Institute of Technology (MIT), a Harvard e a Universidade de Stanford, todos dos Estados Unidos, ocupam os três primeiros lugares, respectivamente.

A pesquisa, de um órgão do Ministério da Educação da Espanha, analisou 17 mil instituições acadêmicas no mundo, sendo que seis mil foram classificadas. O ranking é feito semestralmente e tem como base a visibilidade e o desempenho global, que inclui indicadores de pesquisa e de qualidade de estudantes e docentes.

A segunda universidade brasileira que aparece na lista é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na 115ª colocação. Em seguida, o ranking destaca a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), no 134º lugar.

No Ranking da Webometrics, a USP subiu 49 posições em relação à edição de janeiro de 2009, quando ela aparecia na 87ª colocação. A instituição também elabora o Ranking of World Repositories Top 300 Institutions, que classifica as universidades por meio das bibliotecas digitais de dissertações e teses. Neste índice, a USP ocupa o 57º lugar.


"Essa classificação demonstra que a USP consolida seu perfil como universidade de classe mundial, produzindo, cada vez mais, pesquisas na fronteira do conhecimento e de nível internacional", disse a reitora da USP, Suely Vilela, por meio de nota.


Mais informações sobre os rankings podem ser obtidas nos sites ranking.heeact.edu.tw ewww.webometrics.info (em inglês).

17 de ago. de 2009

11 MILHÕES DE ALUNOS DAS REDES PÚBLÇICAS DE 4 ESTADOS VOLTAM ÀS AULAS

Início do semestre letivo foi adiado para conter o contágio da nova gripe.

Segundo secretarias de Educação, cuidados de higiene serão redobrados.

Fernanda CalgaroDo G1, em São Paulo



Mais de 11 milhões de alunos das redes públicas de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Paraná retomam as aulas a partir desta segunda-feira (17). Para tentar conter o avanço da nova gripe, o início do segundo semestre letivo foi adiado em duas semanas. Em algumas escolas paulistas, as férias se estenderam por até três semanas.

Em Minas Gerais, onde o recesso também havia sido prorrogado, os 2,5 milhões de alunos da rede estadual e o quase 1,8 milhão de estudantes da rede municipal de Belo Horizonte já voltaram na segunda-feira da semana passada.




Os estudantes das capitais desses estados também voltam às aulas nesta segunda, com exceção dos 300 mil alunos até o 3º ano do ensino fundamental. Estes só retomarão as atividades no dia 24 de agosto.

Apesar do começo das aulas, quem apresentar sintomas da doença, como febre alta, tosse e dores no corpo, será orientado a voltar para casa e procurar uma unidade de saúde. As faltas deverão ser abonadas, mas é importante que os pais ou responsáveis verifiquem com a escola como proceder.

No Paraná, as professoras e alunas grávidas da rede estadual foram dispensadas e só retornarão no dia 31 de agosto. No Rio, decisão semelhante foi tomada. As servidoras grávidas de Minas Gerais foram afastadas por precaução desde o dia 17 por tempo indeterminado.


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