1 de set. de 2009

ÔNIBUS SÃO INCENDIADOS EM MANIFESTAÇÃO EM HELIÓPOLIS









Dois ônibus que faziam linhas intermunicipais foram incendiados na noite desta terça-feira (1°) na favela de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo. Ao menos outros três carros também foram consumidos pelas chamas durante um tumulto que começou por volta das 18h.

Agentes da Tropa de Choque e da Força Tática da Polícia Militar usaram bombas de gás e balas de borracha para tentar dispersar os manifestantes. Pedras, garrafas e outros objetos foram arremessados contra os policiais. Até por volta das 20h, no Hospital de Heliópolis, funcionários confirmaram que um policial militar foi atendido com ferimentos.
A manifestação seria o segundo ato na favela contra a morte de Ana Cristina de Macedo, de 17 anos, baleada durante troca de tiros na segunda-feira (31). A morte ocorreu durante uma perseguição de agentes da Guarda Civil de São Caetano do Sul, no ABC, a suspeitos de roubarem um carro.
Carros queimados

Nesta terça-feira, manifestantes colocaram fogo em pelo menos dois veículos na Rua Coronel Silva Castro. Nas imediações, um terceiro carro foi tombado e incendiado. O Corpo de Bombeiros enviou equipe para controlar o fogo nos automóveis.

Também na favela, um grupo obrigou passageiros de um ônibus que fazia a ligação entre São Paulo e Ribeirão Pires a descer do veículo e assumiu o controle da direção. O ônibus foi incendiado no início no início da Avenida Almirante Delamare.

Pouco depois, por volta das 20h, outro ônibus foi incendiado na esquina entre a Rua Coronel Silva Castro e a Avenida Almirante Delamare. Uma moradora de uma casa em frente ao local em que o veículo foi incendiado precisou ser retirada de casa pela janela.
Medo

Moradora uma das casas próximas ao conflito, uma faxineira de 33 anos, mãe de duas crianças com menos de dez anos, afirma que todos na família tiveram a rotina alterada.

O marido, que sairia para trabalhar à noite, teve que esperar. "Não estamos fazendo nada. Apenas sentados na sala, olhando um para a cara do outro. A situação está bem tensa", afirmou. Nas ruas da favela, o movimento é apenas de policiais ou manifestantes. Muitos deles com o rosto escondido com camisas.

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