17 de mar. de 2010

Elis Regina, no dia em que completaria 65 anos de idade


A Pimentinha, como pouca gente conheceu
‘Especial Cultura’ fala do lado ‘b’ de Elis Regina, no dia em que completaria
65 anos de idade
Ícone insubstituível da MPB, dona de uma voz com o poder de elevar seus parcos 1,53 m de altura ao status de gigante. A voz, a fibra e o legado de Elis Regina (1945-1982) são de consensual reverência mesmo 28 anos após sua morte. Em lembrança aos 65 anos de idade que a cantora completaria hoje, o Especial Cultura de amanhã, às 23h ( TV Cultura), une a apresentações memoráveis curiosidades sobre a gaúcha de personalidade forte, além de gostos e desgostos da famosa Pimentinha da música brasileira, que virava os olhos quando ficava brava.

Pois Elis, se não fosse cantora, teria se tornado professora primária. Mãe de três, os também cantores João Marcelo, Pedro e Maria Rita, gostava de plantar e cozinhar e, ligada à educação, defendia o ensino de sexo nas escolas. “As crianças ficam sabendo da vida, o que é namorar, casar, ter filhos, dentro de um clima de naturalidade. Tem gente que vê fantasmas em tudo o que vê. E essa gente que vê fantasmas vai gerar outros fantasmas na cabeça de seus descendentes”, disse a cantora.

Na compilação especial, que reúne depoimentos dados entre 1973 e 1978 nos programas Vox Populi e MPB Especial, a cantora desabafa com a colega Angela Maria sobre a aversão à TV. “Eu quero chegar e cantar. Não quero falar, dançar, contar piada. Não quero botar roupa de vedete, me encher de plumas. Eu já fiz esse troço sabe? Já me violentei o suficiente. Por medo, por covardia, por uma porção de coisas. E, como me fez muito mal, eu não quero tornar a fazer coisas que me deixem mal”, falou a artista.

Elis também surpreende ao falar de outros artistas, como a primeira impressão que teve de Chico Buarque, que conheceu por meio de um amigo em comum. Chico pediu a ela que gravasse algumas músicas, mas Elis ficou cismada por ser Chico muito calado, tímido, e decidiu não gravar. Aquele seria um arrependimento que ela levaria na carreira, já que a chance seria dada a Nara Leão. Com Gilberto Gil, teve mais sorte e pediu logo uma canção a ele. Ganhou Ladeira da Preguiça.
FERNANDA BRAMBILLA, fernanda.brambilla@grupoestado.com.br

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